Para digressão

Para saber como pode ter as turmas da sua escola a ver os nossos espectáculos contacte-nos para teatrodosaloes@sapo.pt

O Cavaleiro da Dinamarca

Sinopse:

Este texto conta a história de um cavaleiro que numa noite de Natal decide fazer uma grande viagem para passar o Natal seguinte em Belém. Este é o ponto de partida de uma epopeia, que nos guia desde o início da nossa Era até ao conhecimento dos limites do Mundo. Através das personagens que o cavaleiro vai encontrando, vamos vivenciando histórias e lendas de diferentes latitudes que na verdade são pilares da nossa civilização. De venezianos corações apaixonados a mentes brilhantes de Florença ao olhar de navegadores portugueses, passando por vários monumentos, ouvimos lendas e histórias apaixonantes que fazem parte da nossa cultura e da nossa identidade. Passando do Inferno de Dante às pinturas de Giotto, de São Francisco a fazer um pacto com o lobo navegamos com Pêro Dias, gesticulamos com ele na sua comunicação com os indígenas, navegamos, assim no nosso sangue e chegamos a casa Esta é a partitura do nosso espectáculo que pretende não só chegar aos alunos do 7º ano mas a todo o público emgeral.

Ficha artística:

Texto: Sophia de Mello Breyner Andresen; Encenação: Sofia de Portugal; Interpretação: Afonso Rebelo, Carlos Malvarez, David Medeiros e João Redondo; Música: Afonso Rebelo; Cenografia, Figurinos, Design Gráfico, Fotografia: Aurélio Vasques; Operação de Luz: Tasso Adamopoulos; Produção Executiva: Daniela Sampaio; Produção: Teatro dos Aloés. M/6

Estreia – 15 de Novembro de 2017

Quando vai Carmen fazer Lady Macbeth?


Quem é Carmen

Carmen é uma Clown. Mas não é “mais uma” Clown, dado o seu bom nascimento e o que entretanto conquistou. Foi dada à luz pela actriz Elsa Valentim, no workshop “Playing the mask, Commedia dell’Arte and clowning”, dirigido por uma das maiores referências mundiais no campo da Máscara, antigo actor do Théâtre du Soleil, o encenador e pedagogo Mario Gonzalez. E depois, na própria concretização de um espectáculo numa residência artística, no Teatro O Bando, em 2012, promovida pela ACT e pela companhia dinamarquesa Tell to Joy. O solo “Julieta”, seguidamente, foi acolhido pelo Teatro dos Aloés, enquanto se mostrava em festivais e encontros nacionais dentro e fora do país (Moscovo, EUA, Croácia, Sérvia, Turquia, Dinamarca…)

Tratando-se de um espectáculo construído a partir de princípios estruturantes da Commedia dell’Arte e do Clown, abrangendo faixas alargadas de espectadores e espaços não-convencionais, o improviso e a interacção directa são materiais determinantes. Tanto na forma como no conteúdo, desta inter-relação com o público, o espaço, o agora, ao longo de cinco anos de exibições, as propostas foram sempre tão imprevisíveis quanto únicas.

Na verdade, a ideia de Carmen é muito simples e ao mesmo tempo extremamente complexa. Ela tem o sonho de fazer os papéis femininos mais famosos das peças de Shakespeare (como já foi o caso de Julieta) e acorda com o público só lhes retirar uma hora da sua atenção. E dado que o tempo é hoje o bem mais inalienável e precioso, ela firma um contrato muito sério. Nem mais que um segundo da vida lhes retirará com a sua interpretação, posta em monólogo. Não perdendo o facto de ser uma Clown, ela sela este contrato prometendo dar o seu máximo no cumprimento de todas os trechos e tarefas que afincadamente preparou para dar a mostrar. E como se trata mesmo de dar o máximo… não pode prometer mais do que não ser a entrega àquele momento. Ao momento em si dentro daquela sala. O que pode incluir os movimentos daquele espectador de bigode com mosca sentado na primeira fila ou àquela mosca com bigode que perpassa a cena em busca do calor dos projectores…

Sobre Quando vai Carmem Fazer Lady Macbeth?

É um lugar-comum dizer-se que um espectáculo nunca é igual a outro, que nunca se repete. Contudo, em Quando vai Carmen fazer Lady Macbeth? isso pode ser mesmo considerado como exacto. Dado que, à priori, é levado até aos seus limites… É que o espectáculo não só não pode ser igual como a actriz só o saberá um pouco antes deste começar! Porque se trata de um trabalho de improvisação sobre uma estrutura-partitura feita de inúmeras cenas fragmentadas que se sorteiam previamente. Cenas que estão representadas por “cartões” e que invocam naturezas distintas: (1) objectos previamente fixos, (2) temáticas livres para desenvolvimento com o público e (3) condicionantes impostas que afectam o decorrer da performance. Para agravar, falamos não apenas do sorteio das cenas como da sua quantidade e ordem de saída, proporcionando uma base de aleatoriedade muito evidente e uma narratividade sempre por descobrir. E isto já para não falar que Carmen pode também (e inevitavelmente) interessar-se por qualquer coisa que repare na sala e que nós não podemos prever aqui. Esta é então a essência de Carmen e que se desenvolve a partir do projecto de 2012 (“Julieta”) com o encenador Mario Gonzalez: a aceitação plena da impermanência como a única coisa realmente permanente desta vida. Ou a apologia do desapego enquanto forma imediata de felicidade. Toda uma filosofia, enfim, com a qual a própria Lady Macbeth se identifica, não é verdade?…

Bem-vindos a Quando vai Carmen fazer Lady Macbeth?!
Nuno P. Custódio

Ficha Artística:

Com Elsa Valentim; Direcção Nuno Pino Custódio Música José Peixoto; Figurino Rafaela Mapril; Imagem e Cenografia João Rodrigues; Operação Técnica Rafael Ribeiro e Paulo Gomes Produção Executiva: Daniela Sampaio Produção: Teatro dos Aloés; M/14

Estreia – 20 de Junho de 2018

Tristezas & Alegrias

Sinopse:

Duas mulheres encontram-se numa velha casa de uma pequena aldeia do Karoo depois do funeral de David, o homem que ambas amaram. Uma é a sua esposa. A outra é mãe da sua filha. David, que fora levado ao exílio por causa do seu activismo político contra o apartheid, reaparece nas memórias das mulheres como que registadas a ferro. Durante uma tarde de verdade e reconciliação, os pactos de amor são dolorosamente marcados. O novo confronta-se com o velho e o que é a esperança para estas pessoas é a esperança para uma nova África do Sul. Feita de monólogos, memórias e desabafos que saltam do presente para o passado e que por vezes são só reflexões, produzem um teatro de uma convenção menos comum entre nós e que nos tocou profundamente e constitui um desafio para a cena e uma dádiva útil e emocionada para a sala.

Ficha Artística:

Texto: Athol Fugard; Tradução: Mick Greer e Graça Margarido; Encenação. José Peixoto; Interpretação: Ana Valentim; Elsa Valentim, Jorge Silva e Laurinda Chiungue; Cenografia: José  Manuel  Castanheira; Figurinos: Maria Luiz ; Música: Miguel Tapadas; Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos; Fotografia: José Frade; Design Gráfico: Rui Pereira; Produção: Teatro dosAloés

Estreia – 21 de Novembro de 2018

Lovers – Vencedores

Sinopse: 

Lovers, a peça que Brian Friel escreveu em 1967 é composta por dois textos: Winners e Losers (Vencedores e Vencidos).

A peça que nos propomos fazer para o início de 2019, Vencedores (Winners), situa-se na Irlanda, 1966, num período de profundas alterações sociais e politicas. A Igreja Católica controla poderosamente todos os aspetos da vida irlandesa, em particular nas comunidades rurais. O divórcio, o aborto, a contraceção bem como o sexo antes do casamento são mal vistos. Meg estuda num colégio de freiras, Joe estuda num colégio dirigido por padres. Meg está grávida, tem 17 anos. Joe tem 17 anos e meio. Querem casar-se. Têm sonhos e esperanças, estão apaixonados. São os vencedores, cheios de promessas e esperança.

Em Vencedores os amantes libertam-se pela morte, em Vencidos os velhos amantes ficam presos pela vida. 

Ficha Artística:

Texto: Brian Friel; Encenação: Jorge Silva; Interpretação: Elsa Valentim, Carlos Malvarez, Jorge Silva e Raquel Oliveira; Cenografia: Rui Francisco; Figurinos: Maria Luiz; Desenho de luz: Tasso Adamopoulos; Música: Rui Rebelo; Fotografia José Frade, Design Gráfico: Beatriz Freitas; Produção Executiva Daniela Sampai ; Produção: Teatro dos Aloés 

Estreia – 26 de março de 2019

Apresentações:

26 a 7 de Abril nos Recreios da Amadora
9 e 11 de julho no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Romeu Correia, no âmbito do Festival de Almada.

Lovers – Vencidos

Sinopse: 

Lovers, a peça que Brian Friel escreveu em 1967 é composta por dois textos: Winners e Losers (Vencedores e Vencidos).

A peça que nos propomos fazer para o início de 2019, Vencedores (Winners), situa-se na Irlanda, 1966, num período de profundas alterações sociais e politicas. A Igreja Católica controla poderosamente todos os aspetos da vida irlandesa, em particular nas comunidades rurais. O divórcio, o aborto, a contraceção bem como o sexo antes do casamento são mal vistos. Meg estuda num colégio de freiras, Joe estuda num colégio dirigido por padres. Meg está grávida, tem 17 anos. Joe tem 17 anos e meio. Querem casar-se. Têm sonhos e esperanças, estão apaixonados. São os vencedores, cheios de promessas e esperança.

Em Vencedores os amantes libertam-se pela morte, em Vencidos os velhos amantes ficam presos pela vida. 

Ficha Artística:

Texto: Brian Friel; Encenação: Jorge Silva; Interpretação: Elsa Valentim, Carlos Malvarez, Jorge Silva e Raquel Oliveira; Cenografia: Rui Francisco; Figurinos: Maria Luiz; Desenho de luz: Tasso Adamopoulos; Música: Rui Rebelo; Fotografia José Frade, Design Gráfico: Beatriz Freitas; Produção Executiva Daniela Sampai ; Produção: Teatro dos Aloés 

Estreia – 26 de março de 2019

Apresentações:

26 de junho a 7 de julho nos Recreios da Amadora