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Canção do Vale - 6 de Março no Teatrão em Coimbra

Veja o Video
Link para youtube: http://www.youtube.com/watch?v=fssBBg9OoHM


Exibições
Este espectáculo estreou em 6 de Novembro de 2008 no Teatro Nacional D. Maria II
Recreios da Amadorade 22 a 26 de Julho 2009

XI Festa do Teatro de Setúbal - 3 de Setembro 2009

Auditório dos Paços do Concelho de S.Joâo da Madeira 19 de Setembro 2009

Teatro Municipal de Almada2 a 11 de Outubro 2009

Festival de Teatro de Portalegre23 de Novembro 2009
Fórum Cultural do Seixal 06 de Fevereiro 2010
Teatro Municipal de Bragança13 de Fevereiro 2010
Teatro Carlos Alberto - Porto 25 a 28 de Fevereiro  2010
Teatrão -  Coimbra 06 de Março  2010


Sinopse

Abraam Jonkers um “coloured,” agricultor de setenta anos, vive com a sua neta Verónica de 17 anos na pequena aldeia de Nieu-Bethesda nas Sneuberg Mountains da região do grande Karoo na África do Sul.Rendeiro de um pedaço de terra de uma herdade dos Landmans, uma família branca, vive a angústia da suspeita de lhe retirarem as terras onde sempre viveu e trabalhou.Abraam nunca saiu do vale, salvo durante a Segunda Guerra Mundial em que vai prestar serviço como guarda prisional na região do Transval.Abraam “herdou” o arrendamento de seu pai Jaap Jonkers, a quem a família Landmans concedera sem contrato o usufruto da terra.Jaap revela a Abraam o milagre da criação através de transformação da semente em fruto e ensina-lhe que um homem bom trabalha a terra, ama a sua família e respeita os seus vizinhos e vai à igreja.Abraam é a tradição, o representante da vida patriarcal e tranquila da vastidão africana.Verónica nasceu em Johannnesburg, a grande cidade, para onde a mãe fugira abandonando a herdade, a família e os princípios dos Jonkers, e a vida tranquila do vale.
A mãe morre quando ela tem poucos dias de vida e Verónica é criada na herdade pela avó Betty, que no tempo da peça já morrera também, e pelo avô a quem se sente fortemente ligada.
Verónica tem um sonho – partir e ser cantora na grande cidade. Toda a trama da peça é o conflito de duas gerações com objectivos e sensibilidade diferentes, com projectos de vida diferentes e amarradas pelos afectos que as unem. Toda a história é a busca ou a tentativa de concretização dos sonhos que cada um tem para a sua vida.Cada uma alimenta e tenta passar à outra geração os seus sonhos e esperanças, limitando-se e condicionando-se mutuamente por amor.Verónica parte para realizar o seu sonho e Abraam fica só na herdade.Empolgante texto em que o autor, terceira personagem, dialoga com as outras personagens que também narram a sua história ao autor e ao público.Um teatro de contadores de histórias que faz do público seu cúmplice e que partindo de uma situação particular de uma África do Sul pós Apartheid se universaliza dando conta das diferenças das memórias dos que lutaram pela liberdade e pela igualdade e os que as receberam como algo de natural ou de direito inquestionável e partem para a conquista de outros sonhos e outras esperanças como é natural.
Um texto obrigatório de um dos maiores autores do nosso tempo, que sendo toda a vida um lutador contra o Apartheid  não deu por terminada a sua luta quando esse regime foi abolido.

Athol Fugard – Nasce em Middelburg, pequena aldeia do Karroo, região semidesértica da África do Sul, a 11 de Junho de 1932, filho de uma Africander e de um sul-africano de língua inglesa provavelmente descendente de irlandeses. Com 3 anos vai com a família para Port Elizabeth que passará a ser a sua terra. Estuda Filosofia e Antropologia Social na Universidade do Cabo. Viaja por África à boleia durante seis meses e como marinheiro viaja durante dois anos pelo oriente. Casa com a actriz Sheila Meiring. Formam um grupo de teatro experimental. Em 1958 deslocam-se para Johannesburg, onde obtém um lugar de escrivão no Native Commissioner’s Court que corresponde a uma grande aprendizagem sobre a realidade social do seu país e onde frequenta o meio intelectual e a oposição ao apartheid. Em 1960 viaja para a Europa onde trabalham no teatro. Regressa a África do Sul por razões de doença do pai e do nascimento da filha Lisa. Em 1962 interessa-se pelas ideias de Grotowski, funda com actores negros o Serpent Players onde cria as suas peças improvisando com os actores, tornando-se a mais potente voz de protesto contra o apartheid no teatro. Com John Kani e Winston Ntshona, os seus principais actores tornam-se conhecidos em todo o mundo. Com o fim do apartheid Fugard regressa às suas fontes de inspiração pessoais, mas os seus diários insistem sobre o papel do artista face à política e a sociedade, continuando a sua actividade não só como dramaturgo, mas encenando quase todas as estreia das suas peças e entrando muito regularmente como actor, repartindo o seu trabalho pela Europa e América onde os seus textos ganharam grande audiência. Athol Fugard é hoje considerado um dos mais importantes dramaturgos contemporâneos.

 Ficha Técnica

Autor: Athol  Fugard
Tradutor
: Paulo Eduardo Carvalho
Encenador
: Jorge Silva
Cenografia e Figurinos:
Ana Paula Rocha
Música:
Filipe Melo
Desenho de Luz:
Carlos Gonçalves
Produção: Gislaine Tadwald
Fotografias: Margarida Dias
Video: Eduardo Amaro
Produção Executiva: Gislaine Tadwald
Produção : Teatro dos Aloés

Interpretação: Carla Galvão e José Peixoto


Classificação etária:
Maiores de 12

Este espectáculo estreou em 6 de Novembro de 2008 no Teatro Nacional D. Maria II

Apoios: TNDMII , RDP Àfrica, Rádio Europa