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Canção do Vale



Estreia 6 de Novembro de 2008 no Teatro Nacional D. Maria II

Sinopse

Abraam Jonkers um “coloured,” agricultor de setenta anos, vive com a sua neta Verónica de 17 anos na pequena aldeia de Nieu-Bethesda nas Sneuberg Mountains da região do grande Karoo na África do Sul.Rendeiro de um pedaço de terra de uma herdade dos Landmans, uma família branca, vive a angústia da suspeita de lhe retirarem as terras onde sempre viveu e trabalhou.Abraam nunca saiu do vale, salvo durante a Segunda Guerra Mundial em que vai prestar serviço como guarda prisional na região do Transval.Abraam “herdou” o arrendamento de seu pai Jaap Jonkers, a quem a família Landmans concedera sem contrato o usufruto da terra.Jaap revela a Abraam o milagre da criação através de transformação da semente em fruto e ensina-lhe que um homem bom trabalha a terra, ama a sua família e respeita os seus vizinhos e vai à igreja.Abraam é a tradição, o representante da vida patriarcal e tranquila da vastidão africana.Verónica nasceu em Johannnesburg, a grande cidade, para onde a mãe fugira abandonando a herdade, a família e os princípios dos Jonkers, e a vida tranquila do vale.
A mãe morre quando ela tem poucos dias de vida e Verónica é criada na herdade pela avó Betty, que no tempo da peça já morrera também, e pelo avô a quem se sente fortemente ligada.
Verónica tem um sonho – partir e ser cantora na grande cidade. Toda a trama da peça é o conflito de duas gerações com objectivos e sensibilidade diferentes, com projectos de vida diferentes e amarradas pelos afectos que as unem. Toda a história é a busca ou a tentativa de concretização dos sonhos que cada um tem para a sua vida.Cada uma alimenta e tenta passar à outra geração os seus sonhos e esperanças, limitando-se e condicionando-se mutuamente por amor.Verónica parte para realizar o seu sonho e Abraam fica só na herdade.Empolgante texto em que o autor, terceira personagem, dialoga com as outras personagens que também narram a sua história ao autor e ao público.Um teatro de contadores de histórias que faz do público seu cúmplice e que partindo de uma situação particular de uma África do Sul pós Apartheid se universaliza dando conta das diferenças das memórias dos que lutaram pela liberdade e pela igualdade e os que as receberam como algo de natural ou de direito inquestionável e partem para a conquista de outros sonhos e outras esperanças como é natural.
Um texto obrigatório de um dos maiores autores do nosso tempo, que sendo toda a vida um lutador contra o Apartheid  não deu por terminada a sua luta quando esse regime foi abolido.


Ficha Artística

Autor Athol  Fugard Tradutor Paulo Eduardo Carvalho Encenador Jorge Silva Cenografia e Figurinos Ana Paula Rocha Música Filipe Melo Desenho de Luz Carlos Gonçalves Fotografias Margarida Dias Video Eduardo Amaro Produção Executiva Gislaine Tadwald Produção : Teatro dos Aloés

Interpretação: Carla Galvão e José Peixoto

Maiores de 12 anos

Apoios: TNDMII , RDP África, Rádio Europa

Local

Recreios da Amadora
XI Festa do Teatro de Setúbal
Auditório dos Paços do Concelho de S.Joâo da Madeira
Teatro Municipal de Almada
Festival de Teatro de Portalegre
Fórum Cultural do Seixal
Teatro Municipal de Bragança
Teatro Carlos Alberto (Porto)
Teatrão (Coimbra)